
Para mim, que sou um esférico corpúsculo laranja descomposto, é muito difícil deixar de assistir televisão.Se bem acredito que não fico muito tempo como estatua de granito na frente daquele aparato de raios catódicos que fica num canto da minha sala de estar y de comer ocasionalmente, esse ”pouco” tempo, que na maioria das vezes ou numa altíssima porcentagem do mesmo, é um tempo inerte-sado-inutil, já que o próprio sistema nervoso fica também petrificado, repentinamente, como num piscar aquático, ocorrem pensamentos clarificantes nos que você, por exemplo pode achar que o mundo está-se fazendo para bilhões de sujeitos que, sem nenhum esforço para ajustar, encaixariam-se na descrição que acabo de realizar sobre essa sensação de inércia sofasística. Sujeitos os mesmos que não achariam nada estranho, ou até ficariam algo esperançados ao ver, colocando também como mero exemplo, ao vice-presidente dos Estados Unidos de América como negociador da paz entre os palestinos e os judeus. Digo eu, no seria melhor enviar ao chefe de estado ou ao segundo ministro de Canadá?
Deve ser que eu gosto do absurdo. A televisão é dadaísta. Isso me prende. Só devo de ter cuidado de não ultrapassar a frágil linha que separa a animália do reino mineral.